Afetividade é fundamental no desenvolvimento infantil

Afetividade é fundamental no desenvolvimento infantil

Afetividade contribui para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças

A afetividade é vital em todos os seres humanos, de todas as idades, mas especialmente no desenvolvimento infantil, pois não se pode separar afeto e cognição.

Mas o que é afetividade e como ela impacta no desenvolvimento infantil?

A afetividade não se limita a carinho físico, mas muitas vezes se dá em forma de elogios sinceros à criança, atenção, dar importância às suas ideias e sentimentos.

É importante destacar essa forma de afetividade, pois às vezes nem percebemos que pequenos gestos e palavras são maneiras de comunicação afetiva.

Para os bebês, como a linguagem ainda é pouco desenvolvida, a atenção aos pequenos gestos é intensa. Eles são capazes de “captar” nosso estado emocional e se comover com ele (podem chorar ao ver uma expressão forte de tristeza no rosto adulto, sorrir com um sorriso, ter medo de uma “cara feia”).

Vale ressaltar que afetividade se difere totalmente de permissividade. Ser afetivo jamais deve significar ser permissivo.

Todas as atitudes do adulto para com a criança devem ser permeadas de afetividade (carinho, atenção e compreensão), mesmo nos momentos em que uma correção ou uma negativa precisam ser aplicadas, para que a criança se sinta sempre importante, querida e até confiante para mudar a sua postura. Até mesmo os bebês já começam a entender o “não”.

O afeto na infância

Durante a infância, bebês e crianças passam por rápidas mudanças, sejam elas físicas ou cognitivas, e todo seu desenvolvimento é, obrigatoriamente, permeado pelas emoções que vivem.

Por esse motivo, podemos dizer que a qualidade do vínculo afetivo que a criança desenvolve com seus pais e professores será determinante na construção de suas potencialidades.

Seria quase como dizer que o vínculo afetivo representa para o desenvolvimento infantil a função do fermento para o crescimento de um bolo. Sem ele, o bolo existe, sim, mas com forma e sabor bem diferentes.

As experiências afetivas nos primeiros anos de vida são determinantes para que a pessoa adulta estabeleça adequados padrões de conduta e formas de lidar com as próprias emoções.

A qualidade dos laços afetivos é muito importante para o desenvolvimento físico e cognitivo da criança.

Um relacionamento positivo que o aluno constrói com o professor ao longo da infância possibilita o sucesso dos objetivos educativos futuros.

Assim como a qualidade dos primeiros laços afetivos determinam também os padrões futuros de conduta social e as formas como a criança irá lidar consigo própria e com suas emoções.

Atitudes que podem ajudar na demonstração do afeto

Considerando a importância da afetividade para o desenvolvimento de bebês e crianças, listamos algumas atitudes que podem ajudar na demonstração do afeto aos pequenos.

  • Sempre que falar com a criança, abaixe-se, olhe nos olhos e sorria. Isso lhe causará uma ótima sensação e te ajudará a conquistar sua atenção. Além disso, também favorece a autoestima do pequeno, que se sentirá amado e importante;
  • Sempre que possível toque a criança ao se comunicar com ela. Carinhos e afagos são muito bem-vindos nessa fase em que a criança é muito cinestésica e utiliza frequentemente o corpo para sentir e se comunicar;
  • Valide suas emoções: respeite os sentimentos da criança e mostre a ela que entende o que sente. Tente narrar o que ela está sentindo, demonstre compreensão e, em seguida, acalme-a com carinhos e palavras suaves. Por exemplo: se a criança cai, pegue-a no colo, acaricie-a, diga que viu que ela caiu e que doeu, mas que você fará um carinho e logo a dor irá embora. Depois, com a criança mais calma, ofereça outra alternativa para que ela se distraia;
  • Elogie as conquistas da criança, demonstrando sua aprovação sempre que possível e utilize palavras que mostrem sua satisfação com uma atitude dela.

E o que fazer quando precisar corrigir a criança?

A afetividade também pode estar presente na hora em que você precisar chamar a atenção da criança. Para isso, siga os três passos abaixo:

  1. Abaixe-se, olhe em seus olhos, toque sua pele (segure carinhosamente em seu braço ou mão, por exemplo) e faça a correção usando um tom de voz firme e baixo, sempre explicando o motivo da correção. Por exemplo: “Não pode colocar o dedinho na tomada, o choque machuca você, dói”;
  2. Em seguida, mude o tom de voz e complete a explicação com uma frase afetiva. Por exemplo: “Eu gosto muito de você, não quero que se machuque”;
  3. Forneça outra brincadeira para substituir a ação. Por exemplo: “Venha, vamos brincar com esses bloquinhos”.

Pequenas inserções assertivas durante a primeira infância podem gerar impactos profundos na construção da autoestima e na capacidade de se relacionar das crianças.

Quando sentem-se amadas e seguras, as crianças tornam-se mais abertas e acessíveis, o que facilita muito a relação que estabelecemos com elas.

Pode ser mais fácil do que imaginamos. É apenas uma questão de atenção e prática. Vale a pena tentar!