Educação Socioemocional: tudo que você precisa saber

Educação Socioemocional: tudo que você precisa saber

A educação socioemocional é imprescindível para o século 21 – saiba tudo sobre ela!

A aprendizagem socioemocional é o processo através do qual crianças e adultos compreendem e gerenciam emoções, estabelecem e alcançam metas positivas, recebem e demonstram empatia, estabelecem e mantêm relações positivas e tomam decisões responsáveis. – CASEL

A partir dessa definição, podemos dizer que olhar para o desenvolvimento de um aprendizado socioemocional consistente pressupõe contemplar um olhar para o desenvolvimento humano de forma integral, no qual emoções, contextos sociais, interpretações pessoais e histórias de vida impactam os resultados que almejamos construir, bem como os resultados que o trabalho cognitivo é capaz de gerar.

Além disso, a educação socioemocional está diretamente vinculada à qualidade das relações que se estabelecem entre educadores e aprendizes. Por isso, também podemos dizer que um bom trabalho socioemocional edifica o ser humano, e não apenas modula hábitos ou comportamentos.

Um trabalho socioemocional consistente apóia o desenvolvimento dos alunos e evita que se formem, ao longo do caminho, algumas lacunas emocionais que podem ecoar de maneiras delicadas e limitantes em fases futuras.

E o que devo considerar antes de iniciar um trabalho socioemocional dentro da escola?

Para responder essa pergunta, precisamos compreender os 4 aspectos de um programa de educação socioemocional forte:

Quem ensina?

Para ensinar, é preciso conhecer. Num trabalho socioemocional, não tratamos apenas de “passar conteúdos”, mas de “viver experiências a partir de propostas que fomentem a participação ativa dos alunos com conteúdos que fazem parte da sua própria realidade”. Por isso, a habilidade de fazer leitura de cenários e de pessoas e captar pontos importantes que aparecem nas entrelinhas das atividades exige uma formação consistente desses professores. E esse é um aprendizado longo, robusto e que não recebemos anteriormente. Professores precisam de formação profunda, com acompanhamento e ferramentas para que possam desenvolver com qualidade as propostas socioemocionais junto a seus alunos.

Como ensina?

Essa experiência precisa ser concreta, atrativa e fazer sentido para que os alunos escolham internalizar o aprendizado e mudar comportamentos, independentemente de onde ou com quem estejam. A forma como o trabalho é desenvolvido e a qualidade das atividades propostas (que precisam ser adequadas e sequenciais) farão toda a diferença nesse trabalho. Além disso, esse aprendizado precisa expandir a “hora aula” e atingir, de alguma forma, toda a comunidade escolar e permear as experiências sociais vividas pelos alunos em diferentes momentos.

Trabalho longitudinal

A educação socioemocional deve considerar as etapas de desenvolvimento humano. É um trabalho de construção, e não um “remédio” que se dá para tratar problemas ou distúrbios de comportamento ou socialização. É um aprendizado, que, assim como português ou matemática, precisa de tempo, empenho e amadurecimento dos alunos para que produza resultados sólidos.

Transversalidade

A educação socioemocional precisa permear as diferentes disciplinas da escola. Os alunos se relacionam com TODOS os educadores. E a forma como essas relações acontecem impacta diretamente o desempenho acadêmico desses alunos, seja pela motivação e envolvimento que um bom vínculo proporciona, seja pela estimulação cerebral que permite o acesso a “janelas” de atenção e memória e que impacta a internalização do aprendizado.

Como a LUDIE desenvolve a Educação Socioemocional nas Escolas?

No Programa Ludie nas Escolas passamos por todas as reflexões apontadas nesse documento e, a partir delas, nos desafiamos a fazer um trabalho que contemple essas necessidades e que, ao mesmo tempo, seja leve e atrativo.

No programa cuidamos para que possibilidades de aprendizado não sejam fechadas e rígidas, pois sabemos que cada turma é única e que uma sala de aula é um “coletivo formado de individualidades”. Por isso, em diversos momentos abrimos espaço para que professores, ou melhor, facilitadores Ludie, possam dar seu toque personalizado ao trabalho. Isso permite que o programa contemple necessidades específicas dos alunos, respeite individualidades e siga em direções que se considerem, também, demandas urgentes para cada realidade.

Toda essa flexibilidade só é possível porque nos comprometemos em desenvolver o programa “junto com” a escola e não “através da escola”. Ao colocar um psicólogo especializado para acompanhar o programa e se encarregar da formação contínua dos professores, garantimos o acesso dos alunos a essa profundidade de aprendizado e a ampliação das perspectivas que esses professores são capazes de proporcionar nas aulas Ludie. Com esse foco, é possível personalizar o trabalho e conduzi-lo contemplando necessidades e realidades particulares de cada escola. Trata-se de um trabalho que se expande e que é construído a quatro mãos, a partir do repertório da própria escola que é ampliado com as contribuições que a Ludie traz.

Além disso, reforçamos a ideia de que a Ludie trabalha o desenvolvimento da Inteligência Socioemocional, pois, além de proporcionar a construção de habilidades socioemocionais junto a alunos e professores, desenvolvemos também a consciência reflexiva deles acerca de seu papel pessoal e social na realidade em que estão inseridos.

Quanto aos pais, sabemos que são peça importante dessa engrenagem, por isso contemplamos um contato de orientação e formação direta e contínua junto a eles a partir de uma comunicação via aplicativo, textos, mensagens e momentos específicos dentro da escola.

Acreditamos que construir o desenvolvimento socioemocional dos alunos é um trabalho vivo, consistente e que precisa ser contínuo. Por isso, temos na Ludie o compromisso de constante atualização e formação da equipe de gestores, autores e psicólogos. Buscamos manter contato com o que há de mais novo em pesquisas e conhecimentos nas três áreas (Psicologia, Educação, Neurociência), mas sempre com a preocupação de nunca nos aprofundarmos tanto na teoria a ponto de perder a íntima conexão que temos com a prática, afinal, na teoria se conhece; na prática, se constrói.