Energias renovadas, é hora de recomeçar

Energias renovadas, é hora de recomeçar

O início do ano nos sugere um recomeçar. É como se, a cada novo ano, ganhássemos uma nova chance para tentar algo novo, para mudar o que não foi bem, para conquistar algo que sempre desejamos… Esse ano eu começo isso ou aquilo, vou fazer diferente…

Olhar para a vida, repensar caminhos já trilhados, traçar novos rumos… parar, pensar, analisar, escolher. Essas são práticas que nos devolvem o controle sobre nossas próprias vidas, mas que, com a correria do dia a dia, acabam sendo deixadas de lado.

Já perceberam o quanto retomamos as rédeas de nossas escolhas quando paramos para pensar sobre elas e abandonamos o “modo automático” da vida? Nesse aspecto, a cultura oriental te muito a nos ensinar: meditação, buscar por serenidade, por um desacelerar, atenção à respiração e aos sinais do nosso corpo.

As comemorações de final de ano nos tiram da rotina automática e nos propiciam essa oportunidade. Que bom! E que tal aproveitar esse recomeço para programar alguns momentos de pausa ao longo do ano para revisar caminhos, planos e ajustar direções?

Quando falamos de filhos, essa prática frequente se mostra essencial!

Educar envolve escolhas, consciência, estratégias. Envolve tempo, percepções e reflexões. Não dá para se educar uma criança seguindo apenas o modo automático da vida. Como diz minha filha “assim vai dar ruim”.

Então agora, sugiro a vocês que aproveitem esse clima de recomeço cheio de energia para pensar de forma muito consciente sobre o que imaginam para a educação de seu filho (a) nesse ano que se inicia. Seguem abaixo algumas perguntas que podem ajudar vocês a “pensar sobre”:

  • Como anda a saúde dele (a)? Está com uma alimentação adequada, saudável? Olhei para necessidades físicas ou existem acompanhamentos médicos que precisamos renovar?
  • Como está a socialização dele? Como meu filho (a) se relaciona com as pessoas? Tem uma timidez, um medo, típicos da idade ou essa característica o prejudica de alguma forma? Faz amigos? Consegue se relacionar com pessoas desconhecidas de forma saudável?
  • Como as emoções se refletem em seu comportamento? É claro que toda criança está em processo de desenvolvimento e ainda há muito para a prender sobre os mecanismos de lidar com as emoções, e, considerando isso, como suas emoções impactam sua vida? Há um equilíbrio ou situações extremas que geram um sofrimento intenso aparecem com frequência?
  • Como foi o processo de aprendizagem dele (a) no ano que passou? Há algo que precisa ser apoiado desde o início para que esse processo melhore de alguma forma? (notem que eu disse “apoiado” e não “cobrado”)
  • Como eu vejo meu filho? Conheço seus gostos, suas preferências? Noto suas aptidões? Estou disposto a apoiá-lo no caminho que ele escolher trilhar, pouco a pouco desde pequeno ou quero sempre manter as rédeas e leva-lo pelo caminho que eu julgo melhor? Permito-lhe algumas escolhas desde pequeno, como um esporte que ELE (A) escolha praticar, amigos que ELE (A) elegeu, brincadeiras que ELE (A) escolheu…
  • O que houve de bom no ano que se passou? Quantas conquistas tivemos juntos? Quanto aprendemos e evoluímos? Quantas coisas boas experimentamos? E neste ano, o que vamos aprender juntos? Por onde vamos continuar nossa evolução?

Esses são questionamentos que nos apontam escolhas importantes e estratégicas a serem feitas para a educação de nossos pequenos.

Quando paramos para refletir dessa forma, conseguimos agir num sentido de dar suporte ao desenvolvimento de nossos filhos e não no sentido de corrigir problemas que já estão gritando ao nosso redor.

Um olhar atento e carinhoso dos pais fornece um suporte emocional que é estrutural para a criança e que a ajuda a crescer de forma saudável, equilibrada e feliz. Assim, amadurecer fica melhor e mais fácil para todo mundo!

Aproveitem a cabeça fresca de início de ano para refletir sobre essas questões e programem algumas revisões ao longo do ano. Façam isso pelo seu filho (a), mas, principalmente, façam isso por vocês mesmos!

Educar não é fácil, exige esforço e dedicação, mas também tem suas recompensas e suas doçuras e são elas que alimentam nossas forças. Por isso, temos o direito de saboreá-las!

Desejo a todos um ano repleto de novas conquistas, novos aprendizados e erros também, afinal, eles são partes do processo. Quem não erra, não inova!

Aqui na LUDIE, estamos voltando com força total para apoiá-los nessa linda jornada de educar pequenos e jovens!

Contem com nosso apoio!

Forte abraço,
Renata Melo