Entender as escolhas que fazemos pode nos tornar mulheres mais preparadas emocionalmente

Entender as escolhas que fazemos pode nos tornar mulheres mais preparadas emocionalmente

Respire! Todos os dias nós, mulheres, acordamos e pensamos em uma série de coisas e escolhas que temos que fazer.

Às vezes, falta tempo para respirar, olhar para dentro de nós e refletir sobre a carga física e mental que enfrentamos todos os dias. São muitos papéis, muitas demandas, muitas responsabilidades…

Neste domingo, 8 de março, quando comemoramos o Dia Internacional da Mulher, queremos propor uma reflexão um pouco diferente para essas que são tão especiais.

Será que alguma vez já pensamos como as experiências que vivemos têm relação direta com as escolhas que fazemos e com os diversos papéis (mulher, mãe, esposa, trabalhadora) que ocupamos na sociedade?”

Isso, mesmo! Nossa vida é feita de escolhas e o ponto-chave dessa questão é que, muitas vezes, não nos apropriamos delas e acabamos seguindo num modo automático de cobrança e sobrecarga. Mas não precisa ser assim. A vida pode ser mais leve se tivermos a habilidade de fazer essas escolhas!

Siga os próximos passos e veja como, de forma simples, podem te ajudar muito:

Acalme-se

O mundo cobra de nós um monte de coisas e todas com uma perfeição absoluta! Você tem uma rotina e, de repente, não dá conta de algo: culpa, angustia, ansiedade podem surgir. Mas será que esses sentimentos precisam, realmente, estar presentes no nosso dia a dia? Talvez não?

Feche os olhos, respire lenta e profundamente por 3 vezes, solte a tensão dos ombros antes da gente continuar. Deixe de lado todas as suas preocupações por alguns instantes e concentre-se no momento presente.

Observe

Com que frequência você tira um tempo para olhar para si mesma, para os seus sentimentos, para as suas prioridades, para as suas necessidades e para considerar as suas escolhas? Sente que sua vida está equilibrada ou há pontos que precisam ser revistos?

Então, monte uma lista de tudo o que você precisa fazer (todas as suas responsabilidades e compromissos). Agora, anote ao lado de cada um deles, o porquê é tão importante você os cumprir. Perceba os ganhos e as perdas que você tem com cada uma dessas ações. Ao lado, numa coluna estreita, marque um sinal de + para as ações que apresentam mais ganhos do que perdas e um sinal de – para as que apresentam mais perdas que ganhos. Pronto, você já percebeu onde estão alguns desequilíbrios.

Escolha

Você já notou que tudo o que fazemos tem relação com uma escolha nossa? Por mais que algo pareça uma obrigação necessária, sempre tem um motivo que nos leva decidir por fazer certas coisas. Isso acontece porque tudo o que fazemos – por mais que haja pressão, pedido, culpa – tem por trás uma escolha que envolve algum ganho (“preciso fazer isso; é muito importante porque…”).

Se conseguirmos encontrar o motivo que está por trás daquilo que fazemos, entendemos o sentido da escolha que fizemos e nos apropriamos dela. Talvez essa escolha não seja a que preferimos no momento, mas, quando consideramos nossa real motivação, percebemos que há uma escolha e nos abrimos a conviver tranquilamente com ela: “Não era o que eu gostaria para já, mas optei por fazer isso porque tem uma importância grande para mim. Sei que é necessário.”

E se isso faz sentido para mim, culpa e frustração podem ser abandonadas. Essa é uma segunda escolha que sempre temos: podemos nos apropriar de nossas escolhas ou delegar essa responsabilidade a terceiros: “optei por isso e estou segura da minha escolha ou permiti que escolhessem por mim?”

Quando conseguimos definir o que escolher fazer ou não de uma forma mais consciente, nos apropriamos de nossa própria vida e conseguimos lidar melhor com nossas emoções. Além disso, acabamos fazendo escolhas mais assertivas e conscientes. E os sentimentos mais pesados, como culpa, ansiedade, arrependimento, deixam de surgir ou aparecem com uma frequência muito menor.

Tudo isso é uma questão de hábito! E essa apropriação faz com que ajamos menos por impulso e mais por escolhas conscientes:

Eu vou ficar menos tempo com meu filho porque escolhi trabalhar mais para pagar uma boa escola para ele”;

“Escolhi ficar mais tempo trabalhando porque quero preparar uma ótima aula para meus alunos e isso fará toda a diferença no aprendizado deles e no meu sentimento de capacidade”;

“Eu vou dormir mais tarde todos os dias porque escolhi me programar para ficar uma hora a mais com meu filho, enquanto ele está acordado, e deixar para cuidar da casa mais tarde e não vou dormir com a cobrança de que ‘ fui dormi tarde de novo!’. Não… fui dormir tarde de novo porque essa foi uma escolha consciente que eu fiz, está tudo bem!”.

“Hoje não vou preparar o jantar porque escolhi tirar um tempo para descansar e me recuperar. Escolhi cuidar de mim.”

Colha

É importante refletirmos sobre a necessidade de reavaliarmos constantemente o que vivemos: se nossas escolhas não tiverem boas, podemos mudá-las. Dessa forma, tiramos o peso da culpa e do arrependimento da nossa realidade.

Importante: não somos (e nem precisamos ser) Mulher Maravilha. Temos nossas imperfeições, limitações de tempo, nossas necessidades e nossas prioridades. E tudo bem! Ainda assim, podemos colher bons frutos com as nossas escolhas. Reconheça se estiver cansada, peça ajuda se se sentir sobrecarregada, abra mão do controle, partilhe responsabilidades, reveja suas prioridades.

Sinta, chore, sorria. Respire!

Todos esses passos nos colocam num caminho mais assertivo para colhermos uma série de benefícios relacionados ao nosso desenvolvimento emocional. Quando nos conhecemos e temos consciência de nossas escolhas e ações, estamos nos preparando para o bom enfrentamento dos desafios da vida.

Como resultado, nos tornamos mulheres mais capazes de reconhecer e lidar com as nossas emoções, portanto, mais hábeis para nos relacionar positivamente com os outros e com a realidade que nos cerca. Por fim, podemos impactar não somente a nossa vida, mas, também, a de nossos filhos, amigos, alunos e demais pessoas que convivem com a gente.

Vale a pena tentar!
Abraços e feliz dia das Mulheres!