O consumismo infantil e como evitar suas armadilhas

O consumismo infantil e como evitar suas armadilhas

Consumismo infantil: o exemplo é o melhor remédio

Você já parou para pensar como diariamente as crianças são bombardeadas por propagandas e mensagens que estimulam o consumismo infantil?

Televisão, internet, vitrines, desenhos, personagens prediletos, etc. E as datas? Dia das Crianças, Black Friday, Natal… São muitas as ocasiões que instigam os pequenos a pedir e pedir. Fora as influências de amiguinhos que possuem determinados brinquedos, ou da própria modinha da época.

A verdade é que as crianças não nascem consumistas. Na maioria das vezes, ela nem entendem o valor das coisas.

Ter o desejo de satisfazer suas vontades ou de ter o mesmo brinquedo que o amiguinho da escola é normal, afinal, toda criança tem uma fase em que pede tudo que vê pela frente.

Mas isso aliado aos grandes estímulos da mídia a que estes pequenos são expostos, podem sim, confundir a cabeça sobre o que é realmente é importante para eles. E é aí que o papel dos pais e da escola são tão essenciais.

Os pais e a escola podem educar a criança a consumir com consciência e responsabilidade. É importante aproveitar estas ocasiões e os pedidos para ensinar as crianças a controlar suas vontades e a entender o real valor das coisas.

Estimular o livre brincar, sem a necessidade de brinquedos estruturados, caros e que são apresentados nas mídias  é uma atividade que pode se tornar comum tanto na escola, quanto em casa, e que é muito importante para o desenvolvimento da criança, pois, além de reduzir o consumismo infantil, também estimula a imaginação, a criatividade e a espontaneidade.

Vale também a pena dialogar com as crianças sobre o real sentido de todas estas celebrações e explicar o objetivo comercial da publicidade nos períodos de datas especiais.

Por fim, a criança aprende pelo exemplo. Quando priorizamos o relacionamento com nossas crianças, ao invés de tecnologia ou outros bens materiais, ensinamos que mais importante do que ter, é estar com aqueles com quem nos importamos.

Gastar nosso tempo brincando, jogando, contando histórias e nos dedicando a elas com certeza tem um valor muito maior do que qualquer presente.

Afinal, o que as crianças querem e precisam, muito mais do que qualquer aquisição, são momentos de qualidade com a família e com os colegas, em que elas recebam atenção e se sintam amadas.

O melhor presente, em qualquer época do ano, é sempre a presença dos pais e das demais figuras de amor e vínculo.

Para entender os riscos que um estímulo inadequado ao consumismo infantil podem gerar, sugerimos que você assista ao filme “Criança, a alma do negócio”, da diretora Estela Renner (de “O Começo da Vida”).

Abaixo o trailer do filme: