Suicídio infantil: uma triste realidade que pode ser evitada

Suicídio infantil: uma triste realidade que pode ser evitada

O suicídio infantil vem crescendo em todo mundo, mas para evitá-lo basta ouvir os sinais

É sempre melhor falar de coisa boa, mas, às vezes, precisamos falar do que dói também. O suicídio infantil vem crescendo em todo mundo ,inclusive no Brasil e é preciso chamar atenção de pais e professores para essa realidade.

Neste sentido, no mês passado, a Chasing the Stigma, uma instituição de caridade sediada em Liverpool, fez uma ação para marcar a Semana da Saúde Mental Infantil.

Centenas de sapatos foram colocados na escadaria do St. George’s Hall, cada par representando uma das 226 crianças que se suicidaram no Reino Unido em 2017.

A ideia por trás desta imagem é criar uma representação visual que cause impacto e, com isso, conscientizar a população para o grande número de suicídios em faixas etárias tão novas.

No Brasil, os números também assustam: entre os anos de 2003 e 2013, o país registrou um aumento de 10% nos casos de suicídio entre crianças e adolescentes dos 9 aos 19 anos.

Ao longo das décadas de 1980 até 2012, o acumulado é ainda mais expressivo, chegando a 62,5% de suicídios.

Como evitar o suicídio infantil?

A verdade é que para um assunto tão delicado quanto esse, não há uma lista de dicas ou uma resposta mágica.

Porém, há uma coisa simples, mas muito poderosa, que pais e professores podem aplicar no dia-a-dia para evitar que esses números continuem crescendo: prestar atenção no seu filho ou aluno.

Se você notar seu filho ou seu aluno de verdade, vai perceber quando ele estiver com algum problema ou alguma dificuldade. A chave para evitar o suicídio infantil está dentro da própria criança.

Olhe para ela, aproxime-se, escute-a, conecte-se. A partir do momento que você fizer isso será capaz de perceber os sinais. E você só vai conseguir isso, se estiver olhando de verdade.

Fontes: Independent e Gazeta do Povo